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9 Vantagens De Ter Uma Empresa 100% Legalizada

Ter uma empresa vivendo na ilegalidade apresenta diversos riscos, e suas consequências são desmotivadoras. Os prejuízos podem ser ainda maiores do que ter o negócio funcionando dentro da lei.

Recolher multas com valores enormes, perder benefícios e incentivos fiscais, ter seu patrimônio desprotegido são apenas alguns dos perigos de não legalizar sua empresa.

Muitos empreendedores acabam desanimando de formalizar seu negócio por conta da burocracia que esses processos envolvem. Mas não se esqueça, essa formalização não existe em vão. Existem muitos benefícios e vantagens, como o direito à previdência social, acesso a compras públicas, economia de impostos e muito mais.

Confira a seguir as principais vantagens de legalizar sua empresa e ter o seu negócio funcionando perfeitamente. Continue lendo:

Vantagens de legalizar sua empresa

Mais segurança

A concorrência no mundo dos negócios nunca esteve tão alta, e algumas vezes até mesmo desleal. Ter uma empresa vivendo na ilegalidade também está correndo o risco de tê-la denunciada para os órgãos regulamentadores, mesmo que anonimamente. Legalizar a empresa é a principal solução para não correr o risco de fechar as portas por conta dessas denuncias.

Proteção de patrimônio pessoal

Uma empresa que atua clandestinamente coloca em risco seus patrimônios e também os de seus sócios. Empresas de modalidade EIRELI (Empresa Individual de Responsabilidade Limitada) e LTDA, por exemplo, oferecem maior segurança ao patrimônio do empresário. Dessa forma, a figura do sócio e a do negócio não se confundem, impedindo que as dívidas da pessoa jurídica alardem-se ao conjunto de seus bens.

CNPJ regularizado

O registro permite a regularização do número de CNPJ da empresa, que é documento de identidade necessário para a maioria das transações que ela realiza, seja com particulares, seja com entes do Poder Público.

A consulta da situação do CNPJ pode ser feita até pela internet. Um cadastro regular torna maior a prospecção de clientes e divulgação de que o negócio atende às exigências legais e está em pleno funcionamento, constituindo, inclusive, estratégia interessante de marketing.

Mais crédito

Legalizar sua empresa também permitirá facilidade para captação de recursos junto a instituições financeiras. Seu negócio terá mais oportunidades de conseguir empréstimos e financiamentos pois diversos bancos oferecem, por exemplo, linhas de créditos especiais para empresas devidamente legalizadas, com taxas e juros diferenciados.

Isso pode ser muito importante para empreendedores que desejam aumentar seu capital de giro, atualizar seus equipamentos, investir nos colaboradores, e muito mais.

Melhor relacionamento com fornecedores

Com o CNPJ regularizado em mãos, a empresa fica apta a emitir notas ficais, condição que proporciona maior confiança entre fabricantes e fornecedores. Muitas vezes, inclusive, isso é fator primordial na hora de escolher por uma empresa.

Com esses laços fortificados, abre-se um leque de negociações e pedidos de parcelamentos, aumentando a possibilidade de escolher parceiros e preços mais vantajosos.

Comércio com o mercado exterior

Empresários que desejam ampliar os horizontes de seu negócio precisam estar na legalidade. Por exemplo, empresas que produzem artigos que poderiam ser exportados — como biquínis e bijuterias tipicamente brasileiras —, só podem se cadastrar em programas de exportação, rodadas de negócios ou férias do setor se estiverem legalizadas.

Economia de impostos

Uma empresa regularizada deve optar pelo regime tributário que seja melhor adequado à ela. O Simples Nacional, por exemplo, é um programa voltado para PMEs que apresentam faturamento inferior em relação às empresas maiores.

Aderindo ao programa, o empreendimento recebe diversos benefícios, entre eles o recolhimento de impostos com alíquota reduzida, onde o valor pode vir a ser menor do que aquele recolhido pela pessoa física.

A emissão de nota fiscal por uma empresa pode significar economia de até 51% do valor de impostos totais a serem cobrados no período de um ano.

Previdência Social

Uma empresa legalizada permite que seus colaboradores recolham valores relativos a direitos trabalhistas e tributários sem complicações. Assim, há pagamento mensal da contribuição devida ao INSS, que é privilégio a cidadãos que desempenham atividade profissional legalizada.

Dessa forma, todos os colaboradores da organização ficam assegurados do direito à previdência, evitando ajuizamento de demandas trabalhistas e pagamento de multas desnecessárias.

Participação em licitações

Um dos maiores compradores do mercado – tanto de materiais quanto de serviços – é o Poder Público. Todos os processos de compra são feitos por meio de licitações, nos seus mais variados tipos, desde a cotação até a finalização do negócio.

Para que a empresa possa se candidatar às licitações da União, ela deve ter seu CNPJ regularizado e recolher impostos e contribuições previdenciárias em dia.

Por isso, ter uma empresa legalizada se mostra como uma excelente oportunidade de negócios, aumentando a possibilidade de prospecção de clientes e divulgação dos serviços.

Regularize sua empresa! Entre em contato!

Fonte: Abertura Simples

Tudo O Que Você Precisa Saber Sobre Compliance!

om os recentes escândalos de corrupção no país e com a Operação Lava-Jato, o compliance tem sido um assunto cada vez mais debatido. Porém, combater a corrupção enraizada nas instituições brasileiras não é responsabilidade apenas dos órgãos públicos de fiscalização, mas também das empresas.

Muitas organizações já passaram a ter uma preocupação maior em identificar e prever casos de fraudes internas, e é nesse momento que o compliance aparece. Mas você sabe o que é a área de compliance e como ela funciona? Aqui, iremos contextualizar a importância desse termo, quais seus benefícios, e como você pode implementar esse procedimento em sua empresa.

Tudo o que você precisa saber sobre Compliance!

O que é compliance?

A palavra compliance tem origem inglesa, do verbo “to comply“, que significa “cumprir”, “executar”, “satisfazer”. Na prática, significa uma empresa que trabalha na conformidade das leis, princípios corporativos, regulamentos internos e externos, garantindo transparência na condução dos negócios. Isso vale na mesma proporção para as esferas contábil, jurídica, trabalhista, ética, financeira, fiscal, financeira, ambiental, previdenciária, etc.

Para que isso ocorra, todos os colaboradores da organização devem estar envolvidos, executando suas tarefas de forma integra, dentro dos melhores padrões de qualidade e ética possíveis. Já a empresa tem a função de controlar, monitorar, realizar treinamentos e desenvolver um controle interno.

O programa de compliance existe para que uma empresa crie mecanismos capazes de evitar a pratica de atos ilícitos, como corrupção e fraude. O programa deve ser orientado pelo código de conduta e pelas políticas da empresa, a fim de combater a desvirtuação dos princípios.

Vale lembrar que as empresas são feitas de pessoas, e nem todas são tão integras como podemos imaginar. Não há como assegurar que todas as demais pessoas não praticarão atos de corrupção sem o compliance.

Sobre a lei anticorrupção

A lei anticorrupção 12.846/13 já está vigente no Brasil há aproximadamente 4 anos, porém esse assunto ainda está sendo debatido aos poucos. Ela está inserida em um sistema brasileiro de combate a corrupção, junto a inúmeras outras leis que buscam coibir essa imoralidade administrativa.

Com sua promulgação, todas as empresas brasileiras (independentemente de seu tamanho) e seus colaboradores passaram a ser expostas às graves consequências por práticas de atos lesivos à administração pública, nacional e estrangeira.
A lei estabelece responsabilidade civil e administrativa para empresas que tiverem colaboradores envolvidos em corrupção perante os órgãos públicos. Mesmo que a direção da empresa não tenha envolvimento na ação ilegal, a lei expõe essas companhias à riscos sérios, podendo prejudicá-las definitivamente.

Para aplicação da punição, a multa varia de 0,1 a 20% do faturamento bruto da empresa. Além disso, podem ser aplicadas também as punições de suspensão de atividades, dissolução compulsória, e divulgação da conduta em grandes jornais e no Cadastro Nacional de Empresas Punidas (CNEP).

Como posso implementar um setor de compliance na minha empresa?

1. Por essa prática ainda ser uma “novidade”, é comum que muitos gestores e empresas tenham dúvidas sobre a implementação de um projeto voltado para essa área. Por isso, o primeiro passo é recorrer ao auxílio de um especialista. A experiência de um profissional no setor é essencial para desenvolver normas, logo que o mesmo conhece as leis e regulamentos que a companhia está sujeita.

2. Este profissional vai identificar e levantar os principais riscos envolvidos nas atividades da entidade. Vai mapear também os agentes externos que possivelmente tenham interesse em fiscalizar as atividades da empresa. Seriam eles: Vigilância Sanitária, Ministério do Trabalho, conselhos regionais, etc.

3. Em seguida, a empresa deve elaborar ou revisar o código de conduta, para evitar que isso ocorra posteriormente. Este deve trazer uma linguagem simples e objetiva, de forma que todos possam compreender. O documento irá detalhar os valores da organização, práticas de bom comportamento dos funcionários, e penalidades que estão sujeitos.

4. Deve-se instalar também um programa de endomarketing, para que as regras e procedimentos possam ser disseminados por toda organização. Uma opção é criar canais de comunicação internos que permitam que a equipe possa denunciar condutas inadequadas. Esse canal, porém, deve ser sigiloso para que não ocorra exposição dos funcionários.

5. Por fim, não adianta criar o programa e não treinar os funcionários, achando que está tudo resolvido. O compliance deve ser uma das prioridades na rotina da empresa, por isso é importante realizar treinamentos periódicos com o time de funcionários. Isso vai gerar uma mudança na cultura da empresa que evita os problemas na prática.

Qual o papel de um profissional de compliance?

Ao contrário do que se imagina, o profissional de compliance não precisa necessariamente ser formado em Direito. Existem muitos advogados exercendo a função, porém pode contar também com engenheiros, contadores, administradores, etc. Geralmente, o mercado de atuação da empresa tende a determinar qual formação profissional é adequada.

Esse profissional irá gerenciar a execução correta das normas, orientando e incentivando os colaboradores a respeitarem as regras estabelecidas pela empresa e órgãos fiscalizadores. Sua função será também de prevenir ao máximo do que remediar, desenvolvendo um ambiente que iniba qualquer tipo de fraude.

Mais do que conhecimentos sobre o negócio, esse expert precisará desenvolver atividades como:

– Segurança da informação;
– Contabilidade internacional, gerencial e fiscal;
– Plano de continuidade de negócios;
– Gestão de riscos e de pessoas;
– Atendimento a auditorias internas e externas.

Além das noções técnicas, o especialista deve deter algumas características como a capacidade de comunicação e identificação dos valores da empresa. O profissional também terá o papel de agir como exemplo de comportamento a ser seguido por toda a equipe. Vale também um pouco de desconfiança natural, mas sempre com disciplina e sem intolerâncias, para que assim possa avaliar o comportamento dos demais funcionários.

A procura por profissionais de compliance tem crescido relativamente nos últimos anos. Isso se deve por as empresas estarem cada vez mais preocupadas e cientes de seus papéis no combate à corrupção. Outro fator é a boa visibilidade que as companhias adquirem perante o mercado quando adotam departamentos de compliance. Por isso, é certo afirmar que o futuro dos profissionais dessa área é promissor.

Quais os benefícios?
Através das ferramentas de compliance, fica muito mais fácil para que uma empresa possa alcançar seus objetivos estratégicos com maior solidez. Desenvolver um sistema de compliance faz também com que as informações se mantenham seguras e seu negócio funcionando de forma saudável, minimizando os riscos de perdas.

Tudo isso garante credibilidade perante clientes, fornecedores, colaboradores e acionistas. Assim, a organização se destaca e recebe reconhecimento do mercado. Além da valorização da organização, outras vantagens são os descontos em linhas de crédito, melhor retorno dos investimentos, vantagem competitiva, e mais.

Por fim, a empresa que implementa o sistema de compliance garante a conformidade com as leis e regulamentos, evitando multas financeiras, litígios, restrições regulatórias e outras punições.

Sua empresa está dentro do compliance? Como ela tem funcionado? Tem alguma outra dúvida sobre essa área? Entre em contato!

Fonte: Abertura Simples